Documentario sobre Maconha
Já aviso que não sou a favor da liberação de nenhuma droga, por mim tirava a venda de alcool e cigarro, esses lixos aprisiona o ser humano dando uma falsa ideia de conseguir liberdade. Mas achei interessante o ponto de vista o Ron Mann.
Este documentário não é uma exaltação à maconha, mas sim um filme informativo, envolvente e sensato. Uma excelente produção sobre a erva maldita. Los Angeles Times “Um documentário expressivo e divertido sobre a história da marijuana nos Estados Unidos no século 20.” Maconha (Grass), do diretor canadense Ron Mann, é um documentário instigante e polêmico, inédito no Brasil, que foi aclamado nos países onde pôde ser apresentado. Com uma linguagem moderna, o filme conta a história secreta da proibição da maconha, mostrando os interesses políticos e econômicos por trás dela. Maconha foi baseado numa imensa pesquisa histórica e traz imagens surpreendentes (e divertidíssimas) de antigas campanhas publicitárias anti-drogas. Esse DVD marca a estréia da Série Grandes Documentários do Cinema, que vai trazer os melhores e mais inovadores filmes de não-ficção já produzidos para a tela grande. Foi eleito como o melhor documentário de 2000 pela Academia Canadense de Cinema e TV e inclui a reportagem histórica da SUPER que pôs fogo no debate sobre a cannabis no Brasil!
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7 Abril, 2008 às 1:34 pm
Na última sexta-feira este documentário era para ser exibido no campus da UFMG, mas deu um grande quebra pau… A polícia passou o rodo geral! inclusive tem esse vídeo no youtube!
http://www.youtube.com/watch?v=1QUMMRF_klo
15 Abril, 2008 às 9:27 am
O documentário é de fato um documento muito ponderado sobre a historiografia da maconha. Não compartilho, entretanto, com o ponto de vista que é contra a liberação não é desejável. O consumo de drogas acompanha a história da humanidade desde os primórdios. A cada época, algumas substancias são proibidas e outras liberadas, numa roda viva que nunca extinguiu o uso, quiçá por questões antropológicas. Na minha opinião o que deve ser trabalho é a cultura de consumo, não só a das drogas, mas também a de consumo de produtos culturais e outros. Expandindo o ponto de vista, sou mesmo a favor do fim de todas as proibições, precisamos nos desprender do estado policial para criar espaços imaginários onde o estado político e poético possa se desenvolver.
3 Maio, 2008 às 9:20 pm
Sem dúvida foi um dos melhores documentários que já vi, mostrando os objetivos políticos e econômicos em torno da proibição. Sou totalmente contra a proibição. O que aconteceu hoje em São Paulo, o fato do poder público proibir a Marcha da Maconha na capital paulista, na verdade é um retrocesso. Em um país que se diz “democrático” ter uma postura dessa, sem dúvida é um retrocesso. Não querem nem ao menos debater o problema. O uso da maconha é uma realidade não somente no Brasil, mas no mundo. Não adianta a sociedade ignorar essa realidade. Não que as pessoas não-usuárias devem ser favoráveis, mas devem ser abertas para o debate em torno dessa problemática. Só assim, com uma postura dessa uma nação é realmente democrática. É a mesma coisa com relação ao homossexualismo, racismo contra os negros, entre outras realidades existentes que a sociedade prefere ignorar a discutir sobre o assunto. O governo proibe uma manifestação pacífica como essa mas por outro lado autoriza a propaganda de alcool na TV. Por que será? Será pelo fato do etanol pagar altos impostos ao governo? Não podemos esquecer que grande parte dos acidentes de trânsito com vítimas fatais teve o alcool envolvido. Sendo assim, acredito que o poder público não está preoculpado com a saúde da população. Os objetivos são outros. Cabe a nós cidadãos lutar pelos nossos direitos, ao menos o direito de sermos ouvidos. É lamentável esse episódio que ocorreu em São Paulo. Um país que se espelha tanto nos países desenvolvidos tomar uma postura dessa, esquece que em muitas cidades norte-americanas e européias não proibiram a Marcha. Infelizmente ainda vivemos resquícios de uma política ditatorial que vivemos durante vinte anos no passado. Quando o Brasil será um país verdadeiramente democrático?