O texto abaixo foi enviado por um leitor ao Blog do Juca Kfouri, e traduz bem o sentimento de todos os vascaínos nesse momento.
De um vascaíno, comum.
“Ah, meu caro, como pulsa a Cruz de Malta que carrego no peito!!!!!
Como pulsa, como vibra, como balança.
Na madrugada fria de São Paulo, em silêncio para não acordar a pequena, minha vontade é de colocar o Hino para tocar em altíssimo e bom som.
Vontade de mostrar ao mundo como é bom poder voltar a ter orgulho do meu time.
Poder, definitivamente, sepultar o aposto que fui obrigado a falar durante anos quando me perguntavam meu time: ‘Sou Vasco, mas sou contra o Eurico’.
A partir de hoje, posso dizer pura e simplesmente que sou Vasco.
Como é bom voltar a ter orgulho das minhas camisas.
Como é bom saber que nunca mais vou ter conflito na hora de torcer pelo meu time.
Como é bom saber que vou poder ensinar minha filha a ser Vasco, pelo simples fato de que ser Vasco é bom.
Não vou ter que explicar para ela que o pseudo presidente do clube não representa a família vascaína.
Gostaria somente de render uma homenagem.
Aos fundadores do MUV, que em 12 anos tornou esta vitória possível.
Alguns homens comuns, os “regular joes”, como falam os americanos.
Sem dinheiro, sem contatos na imprensa, sem nada.
Só unidos pela justiça, pela moral, democracia e amor a este clube tão maltratado.
Este movimento que hoje destrona a ditadura nasceu nas sociais de São Januário, sem dinheiro, sem apoio, sem nada.
Somente com coragem.
Dentre eles, meu velho pai, neste momento pegando uma carona para ir até em casa, saindo na madrugada da Lagoa até a Barra, sozinho, com frio, sem jantar, a voz cansada e embargada ao telefone.
Obrigado, pai, por tudo.
Obrigado por ter me feito honesto, por ter me feito digno. Obrigado por ter me feito vascaíno.”